Muro



Tu, meu muro, estás aqui para impedir a minha passagem!
Anda cá, meu muro! Anda cá, meu muro
Mostra-me o que vales! Ó senhor Muro!
Ergue-te e derrota-me!

Anda cá, meu muro!
Mostra-me o que vales!
Deixa-me mostrar-te o que posso fazer-te.
Olha para mim, meu muro, acabei de largar a minha terra, a minha pátria, a minha família e os meus amigos para poder encontrar-me contigo.
Ficas a saber, meu muro, que eles são os meus pilares!
E que me ajudarão a derrubar-te.

Sim, senhor Muro, eu vou derrubar-te.
Queiras ou não queiras, o problema já não é meu!
É teu, sim, teu problema! Ó senhor Muro!

Mostra-me o que vales!
Ergue-te e derrota-me!
Mas nunca irás conseguir! Nunca irás!
Não, meu senhor Muro, nunca penses em derrubar-me!
Sou eu que te derrubo! Sou eu que decido quando quero derrubar-te!

Tu, meu senhor Muro, tu… Ó senhor Muro!
Senhor Muro, Que a Natureza tenha piedade mas vou derrubar-te!
E sim, vou derrubar-te!
Está na hora de derrubar-te agora
E já!

Com a ajuda de João Fernandes na revisão do Texto.
Pedro Ribeiro

A Avó


Um dia no mês de Agosto, eu estava com a família F. na praia fluvial, algures na Serra da Estrela. 
É um sítio muito lindo e sossegado, o rio é muito transparente e límpido, embora ache estranho que as pessoas da terra não costumem ir às praias fluviais de manhã. Portanto estava eu e a família F. passado algum tempo, apareceu uma avó com dois netos (pareceu-me). Esta avó tinha aspecto de sessenta a oitenta anos de vida, trazia o seu melhor fato de banho, todo preto, mas o que me espantou imenso não foi o fato de banho, foi o peito!! O peito da avó deixou-nos espantados, nem sequer podíamos não reparar no peito dela, ou melhor, nas suas mamas enormes!!! Eram enormes mesmo, não sou perito em mamas nem tenho o menor interesse nelas, mas o tamanho dela deve ser um par de bola de basquetebol. Confesso que, quando a vi pela primeira vez, ocorreu-me apenas uma palavra: mamalhuda. Com certeza que é o centro das atenções.

Mas nem foram só as mamas que nos perturbaram. Quando um dos netos dela fez uma coisinha que avó não gostou, a voz dela fez os pássaros voar dos ramos das árvores (essa parte é ficção, não se preocupem), os ouvintes ouviram mas eu não. Adiante, julguei que ela tinha berrado por estar chateada, mas com o tempo percebi que o volume dela nunca se reduz pois a família F. conseguiu ouvi-la sempre e outras banhistas também, por isso deu para perceber que era cantora de ópera: mais uma vez, o centro das atenções.

A história não terminou aqui pois falta mais uma coisinha. Antes de dizer essa coisa tão misteriosa, tenho de dizer que o rio tem uma prancha para saltar. Não é muito alto, a altura deve equivaler da cintura à cabeça, adiante, essa avó das mamas grandes e cantora de ópera conseguia saltar na boa, saltou mais vezes do que eu! Deu para perceber que um dia foi saltadora profissional!

Um aplauso para a Avó das mamas grandes, cantora da ópera e saltadora profissional.


Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto. 
Pedro Ribeiro 

Mãe?


-Mãe?
-Sim?
(Um momento de silêncio)
-Mãe?
-Sim, querido?
-Tu e o pai casaram?
-Sim, casámos.
-E depois?
-Tivemos-te a ti!
(Outro momento de silêncio)
-Mãe?
-Sim?
-Vocês casaram por minha causa?
-Não, meu querido! Nós casámos por amor.
-Hum... - Olhando o brinquedo. - Mãe?
-Sim?
-O que é amor?

-Hum... - Olhando a barriga do filho, meteu o dedo indicador no umbigo dele. - Sabes, meu filho, o amor é sentir as borboletas no estômago e o coração a bater muito...
-Mãe? - interrompeu-a.
-Sim?
-Existem borboletas dentro do estômago?
-Digamos que sim. É só imaginar.
-Então teria borboletas no estômago se visse uma menina?
-É possível, sim.
-E menino?
-O quê?
-Teria borboletas no estômago se visse um menino?
-É óbvio que sim. Tudo é possível.
-Mas sempre vi um menino e uma menina juntos como tu e o pai! Nunca vi um menino e um menino. Ou uma menina e uma menina!
-Querido...
-Mas existe por aí? - interrompeu-a.
-Sim, claro, mas é raro. Escondem-se muito.
-Porquê?
-Porque os maus não gostam de ver dois meninos ou duas meninas juntos, por isso têm de se esconder.
-Mas o amor é importante para a vida?
-Sim.
-Então porquê é que não gostam? Os meninos ou as meninas não deviam ter amor?
-Porque são maus, só pensam neles próprios.
-Se eu sentir amor por um menino, não vais gostar? E o pai também não?
-Ouve, meu filho. Eu e o teu pai amamos-te e vamos sempre amar-te, pouco importa se tu tens amor por um menino ou uma menina, nós iremos amar-te, e não deves esconder-te por causa dos outros, sim?
-Sim.
(Outro momento de silêncio)
-Mãe?
-Sim?
-Então eu quero sentir as borboletas no estômago como tu e o pai. Só saberei se sentirei amor quando vir um menino ou uma menina!


Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto. 
Pedro Ribeiro 

A Minha Pequena História Sobre a Praia



Anteontem fui à praia com duas amigas minhas, é óbvio que não vou dizer o que fizemos na praia, do que falámos, quantos vezes demos mergulhos, etc., eu vim aqui para falar sobre a minha pequena história sobre a praia.
 
Segundo a minha mãe, quando eu era bebé, eu odiava o mar, recusava ir à água, ficava sempre na areia e brincava com mil grãos de areia. A minha irmã era maníaca da praia, ia sempre para o mar, nadando o mais longe possível. Uma vez, a minha mãe pegou-me ao colo, levou-me até à água, tentou ajoelhar-se para poder molhar-me, eu levantei as pernas para cima para evitar a água, a mãe deitou-me e puxou-me debaixo da água, e desatei a chorar.

À medida que fui crescendo (ainda era pequeno, antes de ser adolescente) eu só me molhava até ao nível dos meus joelhos ou até à minha cintura, no máximo. Se fosse mais do que isso, morria de medo.
 
Eu já me tinha afogado mais do que uma vez no parque aquático no Restelo. Os nadadores salvadores exibiam os seus corpos mas tinham um ponto fraco: VISÃO (Isso levou a que o parque aquático encerrasse porque duas crianças morreram)! Fui sempre salvo pela minha irmã, apesar de ela ainda ser pequena (eu era mais pequeno, obviamente).
 
Mais tarde, a minha mãe achou que eu devia praticar natação para ajeitar as minhas costas, aplicar conhecimentos técnicos e enfrentar os meus medos. Fui levado para a natação na Casa Pia e tinha um professor surdo que treinava e eu conhecia-o da associação. No primeiro dia, ele já era o meu cúmplice e eu já tinha matado o meu medo com o fundo da água, mas quando nadava para praticar, imaginava sempre que podia aparecer um tubarão vindo da grelha ou do tubo (não sei como se chama) da piscina e devorar-me mortalmente. Assustava-me com grande facilidade, olhava sempre para o fundo para ver se aparecia um tubarão altamente perigoso e com dentes afiados à mostra. Vá, não gozem comigo pois eu era pequeno e tinha uma imaginação muito fértil (e ainda tenho). Com o tempo, percebi que o tubarão invisível nunca existiu na piscina.
 
Depois de matar o meu medo, eu já consegui ir mais longe no mar, mas ainda tinha medo (e ainda tenho) de monstros aquáticos existentes debaixo de nós, que podiam puxar-me para o fundo do mar, principalmente se o fundo for escuro, e continuo a assustar-me.

Hoje em dia, eu adoro o mar porque pacifica-me bastante, não consigo viver sem o mar perto de mim. Eu tinha uma casa no Algarve. A porta da entrada tinha uma pequena janela. Quando acordava de manhã para ir à casa de banho, antes de ir, ia sempre à pequena janela e olhava para o mar durante algum tempo. Pacificava-me sempre.
 
Quando estava instalado em Viena, durante três meses, eu era como um peixe fora de água a tentar voltar para a água. Eu "sofri" durante três meses porque necessitava do mar perto de mim. Mal voltei para Portugal, fui para o mar e fiquei aliviado!
 
Anteontem foi a segunda vez deste ano que fui à praia para me molhar. Quando dei o primeiro mergulho para dentro de uma onda à minha frente, ao mesmo tempo eu senti e pensei: Sabe bem! É bom matar estas saudades!
 
Um dia eu espero que tenha uma casa em frente do mar (isso é um sonho impossível mas dizem que os impossíveis não existem)!
 
Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto. 
Pedro Ribeiro 

Mãe Imperfeita em Perfeição


Já sei que a maioria de vós agradece e elogia as vossas mães por serem as melhores e únicas mães que têm. E outros não querem saber das suas mães, têm todo o direito. Mas deixem-me falar-vos sobre a minha mãe.

Desde que ela soube que estava grávida de mim, ela não me quis pois uma filha já lhe chegava, mas depressa mudou de ideias, quis-me. Depois de eu sair da barriga, ela sempre tentou dar o melhor o que podia. É claro que alguns momentos da minha infância não me agradaram muito, tal como quando vivi com um padrasto bêbedo e fumador e eu ficava com muito medo depois de ele chegar a casa após milhares de copos, discutia com a mãe, bem me lembro naquele tempo que os velhos perguntavam-me qual eu preferia: a mãe ou pai. Eu sempre escolhi o pai pois era muito pacifico e dava-me muita atenção. O que eu não percebi naquele tempo era que a minha mãe sofria. Mas chegou um ponto em que ela saiu de casa e arranjou uma casa para ela e para nós (eu e irmã). Tudo melhorou até hoje.

Naquele tempo, eu e a minha mãe perdemos a minha irmã, assisti ao sofrimento da minha mãe que a enlouqueceu e não era a única. Agora melhorou!

Digo que estes são maus momentos e imperfeitos, mas tenho boas partes da minha infância.
Naquele tempo, a mãe sempre teve paciência e ria-se muito por eu imitar pessoas ou por fazer teatro diante dela e da minha irmã. Eu já lhe dizia mil vezes que queria ser actor, cozinheiro e motorista, ela apoiava-me, falando hoje em dia, eu já tinha participado em alguns teatros, já estudei teatro e amo cozinhar e conduzir. Nada mudou vindo de mim graças à minha mãe.

Hoje em dia, ela só me quer ver feliz com as minhas escolhas, decisões e acções. Quando lhe contei que eu era gay, sabem o que ela disse? Disse que um dia, se tiver um namorado, podia passar em casa dela e dormir lá, e isso já aconteceu. Ela estava e está a tentar fazer a minha vida confortável e normal.

Eu sei que existem mães que não são iguais à minha mãe e também existem algumas mães que são iguais , mas a minha mãe é a minha mãe! Eu agradeço-lhe por não me tirar a minha felicidade nem a vida honesta. Eu orgulho-me muito dela e amo-a mais do que tudo o que tenho.

Mais um exemplo: hoje ela não quis dar um passeio comigo por causa do tempo e porque estava cansada. Isso aborreceu-me um pouco, e adormeci até que ela me acordou a dizer que queria passear comigo e que se sentiu mal por eu estar aborrecido. Ela fez isso por ser a minha mãe.

Como ela tomou e ainda toma conta de mim, pensar no futuro dela entristece-me e assusta-me bastante, pois neste momento ela é a única família que eu tenho! Por isso, já decidi há alguns anos que não permito que ela vá para um purgatório à espera de entrar no outro mundo. Eu irei tomar conta dela!

Obrigado, mãe!

Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto. 
Pedro Ribeiro 

O aparecimento da minha irmã


                                                      Fotógrafo: Jorge Ribeiro, meu pai.


Foi naquele dia que a minha irmã se foi embora do nosso mundo, mas apareceu nos meus sonhos hoje, no dia em que está quase a fazer 5 anos da sua partida. Ela aparece sempre e age como se estivesse tudo bem mesmo sabendo que não estava tudo bem, eu nos sonhos sempre tive consciência que ela estava doente ou que já não existia entre nós, e mesmo assim ela aparecia.

Uma vez que isso aconteceu, há 4 anos, no sonho, eu e a minha irmã estávamos deitados na cama. Eu tive consciência que ela já tinha falecido e aparecia na mesma, eu não me atrevi a perguntar noutros sonhos, apesar de querer, mas nesse dia decidi que já era hora, e perguntei se ela já sabia que estava falecida e porque é que sempre aparecia aqui comigo, e ela respondeu-me com uma reacção triste, que tinha saudades minhas. Como é óbvio, dói e ainda choro por isso, por sentir-me inútil e impotente sem saber o que fazer.
Hoje em dia, quase todos os dias ela entra nos meus sonhos, e eu tenho 3 perguntas:
-
Ela aparece para eu me sentir bem um pouco? Se sim, eu sempre fico mal depois de acordar.
-
É meu desejo que ela estivesse viva? É óbvio que todos desejam que ela estivesse viva mas não há nenhuma maneira de a trazer de volta e eu tenho plena consciência disso.
-Há algum sentimento de culpa da minha parte por não ter feito o suficiente com ela? De certeza sempre que me senti e sinto culpado, achando que devia fazer melhor e salvar-lhe a vida.

Sinceramente, não sei o que fazer, adorei e adoro ver a minha irmã perto de mim mas aborrece-me sempre depois de acordar, quando sei que ela não está cá e que nunca irá estar aqui ao longo da minha vida. É uma das partes que eu odeio da minha vida.

Eu posso agradecer ao meu cérebro ou à minha irmã (se for ela mesma) por ela ter aparecido nos meus sonhos mas tenho algumas perguntas de que nunca vou saber a resposta. Será que se eu pedisse para ela parar de aparecer nos meus sonhos, eu podia magoá-la e a mim? E se ela já não aparecesse, será que eu ficaria arrependido?
Odeio estas perguntas, sinto que não mereço isso, perdi-a aos meus 23 anos, antes de a perder eu sonhava e desejava que ela estivesse comigo na minha velhice pois sempre soube que iria estar sozinho, e com a minha irmã eu não me sentiria sozinho. Agora está tudo confirmado que eu estarei sozinho na minha velhice e que morrerei sozinho. É um grande esmagamento no meu coração, estômago e garganta.

Entretanto, deixo como está, ela que pode aparecer nos meus sonhos, eu tenho de lidar depois de acordar... toda a minha vida.

Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto.
Pedro Ribeiro 


A Minha Decisão de Domingo


 Hoje decidi sair da casa depois de estar doente em casa durante dois dias. Decidi não fazer planos para a minha “excursão”; no entanto, durante a viagem de metro, decidi que queria visitar a Panteão Nacional. Mal saí da estação de Santa Apolónia, concentrei-me imediatamente no zimbório muito visível, fiquei escondido entre muitos prédios pombalinos e ruas estreitas que me deram um grande orgulho de ser português. Cheguei ao Panteão com grande facilidade e beneficiei de uma grande vantagem: ENTRADA GRATUITA por ser incapacitado. Mais um orgulho de ser surdo. Dentro do Panteão, fiquei maravilhado e surpreendido por saber que Sophia de Mello Breyner está lá; como é óbvio, tirei uma foto. Subi para o terraço do Panteão, apreciei a vista de Lisboa e sentei-me para arejar um pouco e desenhei no meu diário gráfico. Por fim, despedi-me do Panteão. Outra decisão: fazer uma caminhada até à Ribeira das Naus. Como é óbvio, fiz o percurso com grande facilidade. Fiquei espantado de ver milhares de pessoas, inclusive turistas, a vaguear na ribeira e naqueles relvados diagonais com vista para o rio. Eu fiquei entre os portugueses, imigrantes e turistas na relva, deitei-me e sosseguei. Por fim, decidi de novo apanhar o eléctrico 15 na Praça de Figueira até Belém, a viagem durou um bocado chato, pois havia velhotes a entrar e queriam sentar-se. Como sou muito novo para eles, fui obrigado a sair da cadeira, apesar de eles terem dito que eu podia sentar e que estão bem (a modéstia deles), decidi não voltar a sentar-me. Mal cheguei a Belém, não me tinha ocorrido aonde ir, no entanto vi a feira de segunda mão que estava a acabar, decidi passar entre eles, feirantes, até à marginal, e tomei outra decisão: ir para o outro lado da marginal, ao pé do Padrão dos Descobrimentos, tirei umas fotografias, cheguei ao exterior do Museu dos Combatentes, ou do Forte, tirei umas fotografias, e por fim decidi ir até Algés para apanhar um autocarro para casa.
Foi uma das melhores decisões de domingo que tomei na minha vida.

Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto.
Pedro Ribeiro

Baloiço



Ando,
Toco, 
Sento-me.

As pernas para cima,
Mãos agarradas nas cordas, 
A cabeça para cima.

Para a frente e para trás. 
Para cima e para baixo. 
Sem ser empurrada.

Balanço o corpo, 
Fecho os olhos, 
Desligo a mente.

As imagens turvas, 
Confusas, 
E barulhentas.

Elas mudam de turvas para nítidas, 
Confusas para limpas,
Barulhentas para silenciosas. 

Não quero saber dos outros. 
Nem onde estou. 
Nem nada.

Eu balanço para onde quero ir, 
Penso como quero,
Ninguém me pode impedir.

Só quero sentir o vento, 
Chegar ao céu, 
Olhar para cima.

Só quero tentar lá chegar, 
Bater os braços, 
E voar.

No entanto, 
Fico por aqui, 
Assente na terra.

É o meu refúgio, 
É a minha segurança, 
Dá-me a minha liberdade.

Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto.
Pedro Ribeiro

Amor incondicional


Oh, meu filho,
Meu filhinho amado,
És pequenino,
Tão pequeno para um mundo tão grande!

Sabes uma coisa, meu filho?
Um mundo enorme para explorares,
Adquirires conhecimentos,
Expressares a tua capacidade,
E caminhares o que o teu destino te der.


Oh, meu filho,
Meu filhinho amado!


Sabes uma coisa, meu filhinho amado?
Neste momento, tu precisas de mim,
 

Quando fores criança, precisarás de mim,
Quando fores adolescente, ainda precisarás de mim.,
Quando fores adulto, já não precisarás de mim.

És tão pequenino,
Tão pequeno para um mundo tão grande!


Sabes uma coisa?
Neste momento, sei que me amas,
Em criança, vais dizer que me amas,
Na adolescência, vais dizer que me odeias
Em adulto, já não vais dizer que me amas.


Oh, meu filho,
Meu filhinho amado,
És pequenino,
 

Tão pequeno para um mundo tão grande!

Dei-te a luz,
Dei-te uma vida,
Dei-te uma oportunidade,
Dei-te o meu amor,
Acima de tudo o que fizeres,
Tens o meu amor!

Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto.
Pedro Ribeiro

Espelho, meu espelho


-Espelho, meu espelho!
-O que deseja, minha senhora?
-Estou infeliz, muito infeliz!
-Porquê?
-Os meus pais obrigaram-me a casar com um homem que nunca vi na minha vida!
-Que trágico!
-Não quero nada com esse homem! Não sei o que fazer. O que faço?
-Deve obedecer os seus pais e casa com ele.
-O quê? Porquê deveria casar com um homem que nunca vi na minha vida? Não deveria casar-me com um homem que eu amasse e que me amasse?
-Correcto!
-Então porquê disseste que devo obedecer aos meus pais?
-Porque são os seus pais!
-Mas tu concordaste comigo que devia casar-me por amor.
-Sim, correcto.
-Tens noção de que me estás a confundir? 
-Tenho!
-E porquê? 
-Porque eu sou o seu reflexo, limito-me a dizer tudo o que a senhora pensa. Eu não posso mexer-me como eu quero, só posso seguir os seus passos, por isso, estou limitada ao que a senhora pensa!

Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto.
Pedro Ribeiro

Bem Vindo a confusão dos meus neurónios



Olá pessoal.

Venho para partilhar o que a minha cabeça (principalmente neurónios perdidos) quer.

Quero partilhar as minhas visões e os meus pensamentos a esta página do blog.

Espero que desfrutem a minha página e não assumirei de roubar os vossos tempos para ler aqui.

=0)

Um abraço para os leitores.

Pedro Ribeiro