Um dia no mês de Agosto, eu estava com a família F. na praia fluvial, algures na Serra da Estrela.
É um sítio muito lindo e sossegado, o rio é
muito transparente e límpido, embora ache estranho que as pessoas da
terra não costumem ir às praias fluviais de manhã. Portanto estava eu e a
família F. passado algum tempo, apareceu uma avó com dois netos
(pareceu-me). Esta avó tinha aspecto de sessenta a oitenta anos de vida,
trazia o seu melhor fato de banho, todo preto, mas o que me espantou
imenso não foi o fato de banho, foi o peito!! O peito da avó deixou-nos
espantados, nem sequer podíamos não reparar no peito dela, ou melhor,
nas suas mamas enormes!!! Eram enormes mesmo, não sou perito em mamas
nem tenho o menor interesse nelas, mas o tamanho dela deve ser um par de
bola de basquetebol. Confesso que, quando a vi pela primeira vez,
ocorreu-me apenas uma palavra: mamalhuda. Com certeza que é o centro das
atenções.
Mas nem foram só as mamas que nos perturbaram. Quando um dos netos dela fez uma coisinha que avó não gostou, a voz dela fez os pássaros voar dos ramos das árvores (essa parte é ficção, não se preocupem), os ouvintes ouviram mas eu não. Adiante, julguei que ela tinha berrado por estar chateada, mas com o tempo percebi que o volume dela nunca se reduz pois a família F. conseguiu ouvi-la sempre e outras banhistas também, por isso deu para perceber que era cantora de ópera: mais uma vez, o centro das atenções.
A história não terminou aqui pois falta mais uma coisinha. Antes de dizer essa coisa tão misteriosa, tenho de dizer que o rio tem uma prancha para saltar. Não é muito alto, a altura deve equivaler da cintura à cabeça, adiante, essa avó das mamas grandes e cantora de ópera conseguia saltar na boa, saltou mais vezes do que eu! Deu para perceber que um dia foi saltadora profissional!
Um aplauso para a Avó das mamas grandes, cantora da ópera e saltadora profissional.
Com a ajuda de João Fernandes na revisão do texto.
Pedro Ribeiro
