(Desenhado por mim)
O luto é negro
Muito escuro,
Vácuo
Que me tirou uma enorme parte
De mim,
Tão pesado
Que faz-me sentir esmagado e impotente
De fazer algo útil.
Para mim,
O luto não é uma vida
É uma sobrevivência
Com que não sei lidar
Sem ti!
Por vezes, tenho que
Sobreviver, sem ti,
Por vezes, não aguento
A sobrevivência, sem ti.
Vai e vem
Ter força,
Não ter força,
Vai e vem.
Mas, um dia
Decidi fazer alguma coisa
Para evitar a sobrevivência
E ter uma vida,
Por isso,
Peguei no maldito luto,
Sim, maldito luto
Que se transforme num casulo
E depois disso,
Que se transforme numa borboleta
Tão colorida
Tão viva
Tão bonita
E pronta para libertar-se
Pronta para voar
Liberta-te, minha borboleta, e voa
Voa, voa, voa mais longe
Que eu aprecie a sua beleza de voo,
Que me faça sentir tão vivo,
Deixa-me sentir felicidade
Por ti,
E que deixe de ter saudades
Tuas, minha borboleta, tuas!
Amo-te onde estiveres,
Minha Amada Irmã!
Com a ajuda de João Fernandes na revisão do Texto.
Pedro Ribeiro
