Tu, meu muro, estás aqui para impedir a minha passagem!
Anda cá, meu muro! Anda cá, meu muro
Mostra-me o que vales! Ó senhor Muro!
Ergue-te e derrota-me!
Anda cá, meu muro!
Mostra-me o que vales!
Deixa-me mostrar-te o que posso fazer-te.
Olha
para mim, meu muro, acabei de largar a minha terra, a minha pátria, a
minha família e os meus amigos para poder encontrar-me contigo.
Ficas a saber, meu muro, que eles são os meus pilares!
E que me ajudarão a derrubar-te.
Sim, senhor Muro, eu vou derrubar-te.
Queiras ou não queiras, o problema já não é meu!
É teu, sim, teu problema! Ó senhor Muro!
Mostra-me o que vales!
Ergue-te e derrota-me!
Mas nunca irás conseguir! Nunca irás!
Não, meu senhor Muro, nunca penses em derrubar-me!
Sou eu que te derrubo! Sou eu que decido quando quero derrubar-te!
Tu, meu senhor Muro, tu… Ó senhor Muro!
Senhor Muro, Que a Natureza tenha piedade mas vou derrubar-te!
E sim, vou derrubar-te!
Está na hora de derrubar-te agora
E já!
Com a ajuda de João Fernandes na revisão do Texto.
Pedro Ribeiro
